segunda-feira, 9 de março de 2026

Entre Carnavais, bebidas ficam mais caras no Brasil, aponta Neogrid

 

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Os preços médios das principais bebidas consumidas no Carnaval subiram no Brasil na comparação entre 2025 e 2026, segundo levantamento da Neogrid baseado em compras reais no varejo nacional. O estudo, que considera valores por litro em pequenos varejos, supermercados, hipermercados e atacarejos, indica avanço em todas as categorias avaliadas e evidencia diferenças relevantes entre as regiões do país. 

No cenário nacional, a cachaça apresentou a maior elevação entre os itens analisados. O preço médio passou de R$ 34,31 no Carnaval de 2025 para R$ 39,95 no mesmo feriado em 2026 - alta de 16,43%. Também registraram aumentos expressivos a vodca, com variação de 13,12% (de R$ 29,98 para R$ 33,91), e as bebidas energéticas, que encareceram 10,46%, saindo de R$ 20,61 para R$ 22,77. 

A cerveja, principal item da cesta de consumo do período, apresentou crescimento de 7,31%, com o preço médio subindo de R$ 15,72 para R$ 16,87. Já o refrigerante teve elevação de 5,09%, passando de R$ 7,14 para R$ 7,50. O uísque, por sua vez, registrou a menor variação nacional entre as categorias avaliadas, com alta de 4,53%, de R$ 120,19 para R$ 125,64.

Diferenças regionais acentuam o movimento de alta

O recorte regional evidencia pressões de reajuste disseminadas, com intensidades distintas pelo país. A cachaça concentrou os reajustes mais expressivos, com altas no Norte (+94,27%) e no Sul (+86,18%), além de elevações no Nordeste (+70,80%), no Centro-Oeste (+17,98%) e no Sudeste (+3,19%).

Na sequência, a vodca registrou acelerações relevantes lideradas pelo Norte (+78,44%), seguido por Nordeste (+28,90%) e Sul (+27,32%), com incrementos adicionais no Centro-Oeste (+7,65%) e no Sudeste (+3,77%). As bebidas energéticas apresentaram elevação em todas as regiões, com maior variação no Sul (+14,44%), depois Nordeste (+12,20%), Norte (+9,50%), Sudeste (+9,13%) e Centro-Oeste (+8,13%).

Com relação à cerveja, as maiores escaladas foram observadas no Nordeste (+21,69%) e no Sul (+21,42%), além de altas no Norte (+14,86%), no Centro-Oeste (+10,56%) e no Sudeste (+3,86%). Entre os refrigerantes, os reajustes ocorreram no Norte (+19,34%), Centro-Oeste (+13,47%), Sul (+12,04%), Nordeste (+7,23%) e Sudeste (+3,30%). Já o uísque apresentou as variações mais moderadas, com altas no Sul (+21,11%), Norte (+19,18%), Centro-Oeste (+17,11%), Nordeste (+14,43%) e Sudeste (+1,59%).

Impactos no consumo e no varejo

Para Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid, o comportamento das categorias tende a influenciar o consumo ao longo do ano. “Essa trajetória de elevação observada pode pressionar o orçamento das famílias e estimular substituições entre categorias e marcas”, analisa. “Para o varejo, o cenário indica maior sensibilidade a preços e promoções, com necessidade de monitoramento contínuo da demanda e dos reajustes regionais.” 


RPMA Comunicação
 

 

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