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terça-feira, 26 de setembro de 2023

Cervejarias brasileiras trocam lúpulo europeu e norte-americano pelo nacional

 

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Até o fim de 2023, a cervejaria Capapreta terá substituído mais de 95% das suas importações de lúpulos vindos da Europa e dos EUA pelo produto da Mundo Hop, a maior produtora de lúpulo do Brasil. Apenas aqueles que ainda não possuem substitutos similares produzidos em solo nacional serão mantidos. A parceria une receitas de cervejas renomadas e premiadas da Capapreta com o lúpulo nacional fresco da Mundo Hop, plantado e colhido em Minas Gerais, e as empresas planejam o lançamento de rótulos especiais em comemoração à aliança. Outras cervejarias estão seguindo o mesmo caminho: hoje, parte da produção das marcas Caraça, Krug Bier, Viela, São Sebastião, Tarin e Verace já usa o lúpulo Mundo Hop.

Mas por que essas e outras cervejarias precisam, ou precisavam, importar lúpulo? As necessidades climáticas da planta, que se adequa bem em regiões mais frias, fizeram muitos agricultores desacreditarem na sua produção em larga escala em um país predominantemente tropical. Assim, até pouco tempo, em terras brasileiras encontravam-se algumas pequenas plantações, concentradas principalmente no sul.

A chegada da Mundo Hop está mudando o conceito de produção de lúpulo e transformando o segmento no país ao adaptar a planta ao solo e clima brasileiros. Com muito estudo e tecnologia, a empresa garante mais qualidade e frescor em três safras ao ano, enquanto no exterior a colheita acontece apenas uma vez. Criada pelos empreendedores belo-horizontinos Gabriel Purri e Thiago Fenelon, a Mundo Hop possui uma fazenda de 4 hectares, em Mateus Leme (MG) capaz de produzir até 15 toneladas/ano de lúpulo, colhido de 10 mil plantas com 7 variedades: Comet, Cascade, Chinook, Saaz, Triumph, Triple Pearl e Zeus.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Projeto une 33 cervejarias brasileiras em produção simultânea de cerveja selvagem à base de mandioca

 

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Líquido extraído na prensagem da mandioca durante a produção de farinhas e tapioca, e utilizado na culinária do Norte do Brasil, a manipueira será a base de uma produção coletiva e simultânea de 33 cervejarias artesanais brasileiras em dez estados. O lançamento oficial do projeto, apoiado pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), na próxima quarta-feira (31/8), em evento na Cervejaria Nacional, a partir de 19h horas.

O nome do projeto significa “o que brota da mandioca”, na língua Tupi. A partir de uma receita comum, os cervejeiros adicionarão leveduras tipicamente brasileiras, extraídas da manipueira. A ideia é que os micro-organismos de cada localidade sejam protagonistas no produto final, que ficará pronto dentro de 12 meses - depois da fermentação e de um período de maturação em barris de madeira na temperatura ambiente de cada local.

“É muito importante para o amadurecimento do mercado cervejeiro trazer discussões como terroir, levedura selvagens, com ingredientes da multiplicidade que o universo da diversidade brasileira tem como um todo. Seja de madeira, de fruta, de leguminosas, de raízes, de folhas, etc.