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Até o fim de 2023, a cervejaria Capapreta terá substituído mais de 95% das suas importações de lúpulos vindos da Europa e dos EUA pelo produto da Mundo Hop, a maior produtora de lúpulo do Brasil. Apenas aqueles que ainda não possuem substitutos similares produzidos em solo nacional serão mantidos. A parceria une receitas de cervejas renomadas e premiadas da Capapreta com o lúpulo nacional fresco da Mundo Hop, plantado e colhido em Minas Gerais, e as empresas planejam o lançamento de rótulos especiais em comemoração à aliança. Outras cervejarias estão seguindo o mesmo caminho: hoje, parte da produção das marcas Caraça, Krug Bier, Viela, São Sebastião, Tarin e Verace já usa o lúpulo Mundo Hop.
Mas por que essas e outras cervejarias precisam, ou precisavam, importar lúpulo? As necessidades climáticas da planta, que se adequa bem em regiões mais frias, fizeram muitos agricultores desacreditarem na sua produção em larga escala em um país predominantemente tropical. Assim, até pouco tempo, em terras brasileiras encontravam-se algumas pequenas plantações, concentradas principalmente no sul.
A chegada da Mundo Hop está mudando o conceito de produção de lúpulo e transformando o segmento no país ao adaptar a planta ao solo e clima brasileiros. Com muito estudo e tecnologia, a empresa garante mais qualidade e frescor em três safras ao ano, enquanto no exterior a colheita acontece apenas uma vez. Criada pelos empreendedores belo-horizontinos Gabriel Purri e Thiago Fenelon, a Mundo Hop possui uma fazenda de 4 hectares, em Mateus Leme (MG) capaz de produzir até 15 toneladas/ano de lúpulo, colhido de 10 mil plantas com 7 variedades: Comet, Cascade, Chinook, Saaz, Triumph, Triple Pearl e Zeus.

