quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Do matcha latte ao smoothie: como o leite ganhou novas formas de consumo entre a Geração Z

 

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Durante muito tempo, o leite esteve associado à imagem de um copo servido no café da manhã. Para a Geração Z (jovens nascidos entre meados dos anos 1990 e o início da década de 2010), no entanto, o alimento ganhou novas formas de aparecer na rotina: está presente em cafés, matcha lattes, smoothies, bowls, shakes e receitas que circulam nas redes sociais.

A forma de consumir alimentos está se transformando. Para uma geração que demonstra interesse crescente por bem-estar, alimentação e atividade física, o valor nutricional passou a dividir espaço com outros atributos, como funcionalidade, sabor, versatilidade e até mesmo a experiência proporcionada pelo preparo.

Uma pesquisa da McKinsey aponta que integrantes da Geração Z e dos Millennials valorizam alimentos que, além de rápidos, apresentem transparência nos ingredientes, funcionalidade e benefícios à saúde.

“A Geração Z tem uma relação diferente com a alimentação. Existe uma preocupação maior em entender o que está por trás daquele alimento, quais nutrientes ele oferece e como ele pode contribuir para seus objetivos. Ao mesmo tempo, existe uma valorização da experiência, da descoberta e de preparações que também fazem parte da cultura digital”, explica a nutricionista e chef de cozinha Clariana Colaço.


Um alimento tradicional que conversa com as necessidades de uma nova geração

Mais do que acompanhar tendências, a inclusão do leite na alimentação dessa geração pode fazer sentido também do ponto de vista nutricional. O alimento é fonte de proteínas de alta qualidade e fornece nutrientes como cálcio e vitaminas, que desempenham diferentes funções importantes no organismo.

“Incluir o leite na alimentação é uma escolha que pode fazer sentido para essa geração justamente porque ele reúne, em um único alimento, nutrientes importantes para uma rotina que muitas vezes é marcada por estudos, trabalho, atividade física e pouco tempo para organizar as refeições”, explica Clariana.

A relação com a atividade física também ajuda a entender esse movimento. Com o interesse crescente dos jovens por exercícios e diferentes modalidades esportivas, alimentos que oferecem proteínas e outros nutrientes importantes podem encontrar espaço em diferentes momentos da rotina.

“Para quem pratica atividade física, por exemplo, a proteína é um nutriente especialmente relevante por participar da formação dos músculos. E o leite oferece proteínas de qualidade e pode ser incorporado a diferentes preparações antes ou depois do exercício, como vitaminas e shakes, sem que seja necessário recorrer sempre a suplementos ou preparações complexas”, afirma a nutricionista. 

Da tendência das redes sociais para a rotina

As redes sociais também têm papel importante nessa transformação. Preparações como matcha latte, smoothies, overnight oats e bowls ganharam espaço em vídeos curtos e conteúdos de influenciadores, transformando o preparo dos alimentos em parte da experiência de consumo.

Nesse contexto, o aspecto visual não é necessariamente oposto à preocupação nutricional. Para os consumidores mais jovens, uma preparação pode ser, ao mesmo tempo, nutritiva, funcional, saborosa e interessante para compartilhar.

“Hoje, a comida também comunica estilo de vida. Uma preparação pode chamar atenção pela aparência, mas isso não significa que o consumidor não esteja interessado no que ela oferece nutricionalmente. Pelo contrário: existe uma busca por unir esses atributos. É justamente aí que ingredientes versáteis, como o leite, conseguem se encaixar muito bem”, afirma Clariana.

A possibilidade de transitar entre diferentes preparações permite que o leite acompanhe momentos variados do dia — do café da manhã ao lanche, passando por receitas associadas à prática de atividade física.

“O mais interessante é perceber que o leite consegue acompanhar os novos hábitos sem deixar de entregar seu valor nutricional. Para uma geração que busca funcionalidade, informação e novas experiências com a alimentação, essa versatilidade pode ser um diferencial”, conclui a nutricionista. 

textual.com.br

    

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