quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CASACOR Rio 2026 mostra potencial de edifícios multipropósito para uma vida urbana mais integrada

 

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Muito antes de conceitos como uso misto e cidades de proximidade entrarem no debate contemporâneo sobre urbanismo, alguns edifícios brasileiros já experimentavam a ideia de concentrar diferentes formas de viver em uma mesma estrutura. Em São Paulo, exemplos como o Copan, o Conjunto Nacional, o Edifício Esther e o Edifício Eiffel mostram como moradia, trabalho, comércio, serviços, cultura e lazer podem coexistir no mesmo endereço. Na CASACOR Rio 2026, o Edifício Aliança da Bahia apresenta uma leitura contemporânea dessa possibilidade ao reunir, em seus diferentes pavimentos, uma multiplicidade de espaços e funções.

A ocupação proposta pela mostra transforma o prédio em uma espécie de ecossistema urbano em escala reduzida. Ao lado de apartamentos, casas, estúdios e lofts, surgem ambientes destinados ao trabalho, à criação, ao cuidado, à gastronomia, ao comércio, à cultura e à convivência. O resultado evidencia que um edifício pode ultrapassar a função de abrigar apenas residências ou escritórios e incorporar diferentes atividades da vida cotidiana.

A escolha de um edifício como o Aliança da Bahia para esta edição traduz muito do que acreditamos para o futuro das cidades. É um espaço que permite reunir diferentes formas de morar, trabalhar, criar, conviver e se relacionar com a cultura em um mesmo endereço. A CASACOR Rio sempre teve essa relação muito próxima com a cidade e, neste momento de celebração dos nossos 35 anos, ocupar um prédio com esse potencial reforça nosso olhar para uma arquitetura conectada à vida real e às transformações da sociedade”, afirmam Patricia Mayer e Patricia Quentel, diretoras da CASACOR Rio.

No Aliança da Bahia, essa diversidade aparece já na própria recepção, projetada originalmente por Ruy Rezende e mantida em sua configuração, em uma homenagem ao arquiteto responsável pelo retrofit do edifício. A partir dali diferentes formas de habitar se distribuem pelos pavimentos. A Casa Abraço DECA, assinada pelo Studio Marino, a Casa Una, de Jacira Pinheiro, a Casa Entre Tempos | Brastemp, de Gisele Taranto Arquitetura, a Casa CO/EXISTIR, do STUDIOPLANO, a Casa Glade por Paula Neder, de PN+ | Paula Neder Arquitetura, e a Casa de Memórias, de Sebastian Gomez Arquitetura, apresentam interpretações distintas sobre a casa contemporânea.

O repertório residencial se amplia com os estúdios e lofts. O Estúdio 7, de Amanda Miranda Arquitetura, o Estúdio Orbe, de Raphael Assaf Arquitetura, o Loft Pilotis, de Rafael Ramos Arquitetura, o Entreatos, de Tiago Freire, o Estúdio Entre Palmas, de Cristina Japiassú, o Travessia | CasaShopping, do Studio Claudia Pimenta e Patricia Franco, a Casa Bric, da Bric Arquitetura, e o CASARÃO SENTA, TERESA!, de Paula Müller, exploram diferentes relações entre compactação, fluidez, memória, paisagem e modos de viver. Já o Desvio Moderno, de Tom Castro Arquitetura, e o Um Lugar Para Todos, de Jairo de Sender e Corbellini Lopes Arquitetura, ampliam a discussão sobre como os espaços residenciais podem responder a diferentes necessidades e gerações.

As suítes também assumem configurações diversas. Permanência, de LessaZanetta Arquitetura, Suíte Repouso do Tempo, de Carla Napolião e Allan Napolião, e Suíte Pausa, de Fernando Lanner Arquitetura, trabalham, cada uma a seu modo, conceitos de permanência, descanso e bem-estar. A Toda Infância, de Sophia Abraham Interiores, leva essa diversidade para o universo infantil, enquanto o Espaço de Cura, de Natália Lemos Arquitetura, aproxima arquitetura, cuidado e bem-estar em um loft dedicado a experiências sensoriais.

Mas é justamente a presença de espaços com outras funções que amplia o potencial do edifício. A Sala do Empreendedor, assinada por Erick Figueira de Mello – Estúdio Figueira, apresenta um ambiente de trabalho que também funciona como espaço de representação do design brasileiro. O Ateliê Devir, de Cité Arquitetura, acrescenta a dimensão do fazer artístico e manual, enquanto o Entre Casa e Cidade, de CAJOO.studio, investiga as relações entre arquitetura, design, memória e território a partir de uma proposta que aproxima o universo da casa de processos produtivos e da marcenaria.

A dimensão de convivência também aparece em diferentes pontos do percurso. O Entre Olhar & Sentir, de Pedro Coimbra Arquitetura, articula living, sala de jogos, jantar e bar em um ambiente pensado para encontros e atividades. Já a Cozinha Infusão em Noz, de Juliana Acar e Flavia Dias Arquitetura, apresenta a cozinha como espaço de convivência e memória, enquanto o Prosa Carioca, de Fernanda Medeiros Arquitetura, explora a informalidade sofisticada da vida carioca em um living com adega.

A diversidade se estende ainda à gastronomia. No rooftop, o Bar do 19, de Capuri Arquitetura, o Astrodome Bistrô, de Diego Raposo + Arquitetos, o Jardim do Bistrô, de Denise Shalom, e o Bolhas – Bar de Champanhe, de Maurício Nóbrega Arquitetura, criam diferentes possibilidades de encontro diante da paisagem do Centro. No térreo, o Chez Patricia | Café e a Cozinha Secreta do Chef, ambos assinados por Ana Cano e Daniel Marques Mendes, aproximam gastronomia, hospitalidade e programação cultural. O Avesso Speakeasy, de Altera Arquitetura e Interiores, acrescenta ao programa uma experiência que combina bar, música, arte e design.

O comércio e os serviços também passam a integrar o cotidiano do edifício. A Livraria CASACOR, de Bianca Sieberer Arquitetura e Interiores, aproxima livros, arte e design; a Loja da CASA, de Anna Fadul Arquitetura, combina varejo e convivência; a Olhar Carioca, de Luan Freitas, traduz a atmosfera de uma casa carioca para o universo da ótica; e a Joalheria, de Paula Costa Arquitetura, leva para o espaço comercial referências à origem mineral das peças. O conjunto demonstra como atividades de consumo podem ser incorporadas a uma experiência mais ampla de permanência e circulação.

A programação cultural reforça essa lógica. A Galeria Rio Memórias – Expo Entre Tempos, com curadoria de Joaquim Marçal, estabelece uma leitura sobre as transformações urbanas e arquitetônicas do Centro do Rio. A Galeria do Artista Expo Interseções, instalação de Marcelo Monteiro com curadoria de Vanda Klabin, investiga relações entre arte, matéria e processo. Já a Galeria Modernista Expo FRAGMENTOS DO AVESSO, com curadoria de Lissa Carmona e da ETEL, aproxima design, arquitetura, arte e memória a partir das trajetórias de Percival Lafer e Paulo Werneck.

Outros ambientes ampliam essa presença da arte e da criação no percurso. A Forma Informal – Sergio Rodrigues, de Bebo Arquitetos – Bel Lobo e Mari Travassos, aproxima design, memória e processos de produção a partir da obra de Sergio Rodrigues. O Fio Condutor | Uma experiência imersiva, da Grão Arquitetura, transforma a circulação do terceiro andar em uma instalação que combina arte popular, artesanato e matéria, criando uma experiência que se desenvolve ao longo do próprio percurso.

A relação com a cidade também aparece nas áreas abertas. A Clareira, de Pedro Rabelais Paisagismo, cria no térreo um espaço de respiro em meio à densidade do Centro, aproximando natureza, paisagem e convivência. No extremo oposto do percurso, o Lounge de Saída, de Roberta Nicolau e Rodrigo Cardoso, funciona como espaço de transição e permanência antes do retorno à cidade. Entre chegada e saída, o edifício deixa de ser apenas suporte para os ambientes e passa a fazer parte da experiência da mostra.

Essa combinação de usos dialoga com um dos debates contemporâneos do urbanismo, o conceito de Cidade de 15 minutos, difundido pelo urbanista franco-colombiano Carlos Moreno. A proposta parte da ideia de aproximar das pessoas atividades essenciais como moradia, trabalho, comércio, educação, saúde, cultura e lazer, reduzindo a necessidade de longos deslocamentos e estimulando uma cidade mais diversa e próxima.

Embora o conceito se aplique à escala urbana, a ocupação do Edifício Aliança da Bahia permite observar princípio semelhante em uma escala arquitetônica: quanto mais diversificados os usos de uma construção, maior a possibilidade de que diferentes necessidades e atividades convivam em um mesmo endereço. A CASACOR Rio evidencia esse potencial ao reunir, dentro de um único prédio, espaços para morar, trabalhar, criar, cuidar, comer, comprar, apreciar arte, produzir e encontrar pessoas.

Mais do que uma coleção de ambientes, a ocupação do Aliança da Bahia revela uma possibilidade de futuro para edifícios inseridos em regiões centrais: estruturas capazes de acolher diferentes públicos e atividades ao longo do dia, mantendo-se conectadas à cidade e à vida urbana. Em uma época em que os deslocamentos, a ocupação dos centros e a necessidade de espaços mais flexíveis estão no centro das discussões sobre as cidades, a mostra transforma o próprio edifício em objeto de reflexão.

A CASACOR Rio de Janeiro 2026 tem Patrocínio Master Deca, Tinta Oficial Coral, Patrocínio Local Brastemp, Fragrância Oficial Glade, Apoio Local Portinari, Shopping Oficial Casa Shopping, Fornecedor Oficial ALA, Hotel Oficial Fairmont Rio de Janeiro Copacabana, Parceiro de Tecnologia Claro, Patrocínio Institucional CAU/RJ, Apoio Institucional Prefeitura do Rio – Cultura e Visit Rio e Parceiro de Mídia O Globo.

Confira fotos dos ambientes no link: https://tinyurl.com/ambientescasacorio

SERVIÇO – CASACOR Rio de Janeiro 2026

Onde: Edifício Aliança da Bahia, Rua Araújo Porto Alegre, 36, Centro, Rio de Janeiro RJ

Quando: de 15 de setembro a 8 de novembro de 2026

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 22h

Horário da bilheteria: de terça a domingo, das 12h às 20h

Feriados: 12 de outubro e 2 de novembro

Bilheteria digital: https://appcasacor.com.br/events/rio-de-janeiro-2026

Valores dos ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia-entrada).

Meia-entrada

- Idoso a partir de 60 anos.

- Estudante, apresentando documento válido com foto ou comprovante de pagamento.

- PCD (pessoa com deficiência) e seu acompanhante (conforme a Lei nº 12.933/13).

- Professor da rede pública ou privada, apresentando documento válido com foto.

Promoção de pré-venda não válida para meia-entrada. Comprovação de meia-entrada será exigida na entrada.

Importante: Gratuidade para crianças com até 10 anos de idade, mediante comprovação.

Um mesmo CPF pode comprar no máximo 10 ingressos.

Venda para grupos: Para compras acima de 10 ingressos ou por CNPJ, envie e-mail para daniele@tresplus.com

Estacionamento

Não há estacionamento próprio.

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