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O pão de queijo é daqueles alimentos que ultrapassam a categoria de receita e entram no território da memória afetiva. Presente no café da manhã, no lanche da tarde e em encontros familiares, o quitute se tornou um dos símbolos mais reconhecidos da gastronomia brasileira. No Dia do Pão de Queijo, celebrado em 17 de agosto, a receita ganha novas interpretações que mostram como tradição e criatividade podem caminhar juntas.
Para o chef Erick Passarelli, engenheiro químico e CEO da Receitaria Escola Gourmet, com formação em ciência aplicada à gastronomia pela Harvard University, a força do pão de queijo está justamente na capacidade de despertar lembranças e, ao mesmo tempo, permitir diferentes possibilidades na cozinha.
“A gastronomia também é uma forma de preservar histórias. Um alimento que fez parte da infância ou dos encontros familiares carrega uma dimensão emocional que vai muito além dos ingredientes. Quando reinterpretamos uma receita tradicional, não precisamos necessariamente abandonar essa memória. Podemos criar uma nova experiência a partir dela.”
Entre as possibilidades está o pão de queijo vegano de mandioquinha, que substitui os ingredientes de origem animal por uma combinação de tubérculo, polvilhos, azeite e levedura nutricional. A mandioquinha ajuda a dar estrutura e umidade à massa, enquanto a mistura de polvilho azedo e doce contribui para a textura.
“A cozinha contemporânea permite trabalhar com ingredientes brasileiros de maneiras muito diferentes. A mandioquinha é um exemplo interessante porque tem sabor delicado, boa textura e funciona muito bem como base para preparações. Nesse caso, ela ajuda a criar uma receita que mantém a proposta de um pão de queijo, mas apresenta uma experiência diferente.”







